
Quando o assunto é reposição hormonal masculina, a testosterona ocupa o centro das atenções — mas não está sozinha. Hormônios como FSH e LH, que regulam sua produção, e a di-hidrotestosterona (DHT), derivada potente da testosterona, também estão no jogo. Com o avanço da queda (eita, que estranho, mas, é verdade) de aproximadamente 1 % ao ano nos níveis de testosterona especialmente após os 40 anos, muitos homens enxergam na TRT uma solução rápida. Mas será que vale a pena?
Para começar com clareza, o FDA aprova a TRT apenas para homens com hipogonadismo — uma falha genuína na produção hormonal — e não apenas por envelhecimento natural. Sinais de que chegou a hora de investigar incluem queda de libido, fadiga contínua, perda muscular e alterações no humor. Diagnósticos são confirmados com exames de testosterona matinal: abaixo de 300 ng/dL, já é motivo de atenção.


Mas nem tudo são flores. A TRT não só pode reduzir sua fertilidade — ao inibir a produção natural nos testículos — como aumentar volume de sangue, elevar hematócrito e potencialmente elevar riscos cardiovasculares, especialmente em homens acima dos 65 anos. Sinais como aumento de próstata, apneia do sono ou risco cardiovascular precisam ser avaliados antes de iniciar o tratamento.
Apesar disso, muitos homens relatam melhorias em energia, libido, massa muscular e bem-estar geral imediatamente após começar a terapia. Ainda assim, especialistas alertam que TRT não é pílula de juventude.
Então, qual é a saída no fim das contas? A resposta está no equilíbrio. TRT pode ser aliada para quem realmente precisa — desde que acompanhada por exames regulares de testosterona total, hemoglobina, hematócrito, PSA e uma avaliação hormonal completa, incluindo FSH, LH e DHT. Repositores devem ser ministrados sob supervisão médica e combinados a hábitos como treino, alimentação equilibrada e sono regular — que por si só já ajudam a manter os níveis hormonais saudáveis.
Não brinque com sua condição hormonal. Não ignore e nem superestime drogas que podem ser muito bem vindas desde que sejam necessárias.
Por Cyssu Pantaleão