Respeito não é um slogan de campanha, é um hábito que a gente constrói dia após dia. A palavra vem do latim respectus, que quer dizer “olhar de novo” — aquela ideia de parar e enxergar valor em algo ou alguém que merece atenção. Na prática, para o homem moderno, isso significa postura, do jeito como você se apresenta de manhã até a maneira como conduz uma discussão acalorada. Não se trata de seguir a última moda, fazer aquilo que vai sempre agradar a maioria ou repetir palavras da internet, mas sim sobre agir de forma que o reconhecimento venha naturalmente, sem precisar gritar por ele.

Tudo começa cuidando de si mesmo. Sabe aquele banho caprichado, a barba alinhada, a roupa na medida certa e até o timbre de voz controlado? São sinais claros de disciplina e autoestima. Não é vaidade — é respeito pela própria existência e por quem compartilha o espaço com você. Quem se valoriza, não dá chance de ser menosprezado.
Mas respeito não se limita ao espelho, ele se constrói, mesmo que em pequenos gestos. Na vida militar, a continência é o jeito formal de reconhecer quem está ao seu lado na hierarquia. Civilmente, no dia a dia, basta cumprir horários, ouvir quem fala sem interromper e evitar aquela piada que humilha. Não estou aqui dizendo que você tem se adaptar ao “politicamente correto”, mas, apresento um perfil de convivência sem atritos, ou, ao menos não buscando-o repetidamente. Respeitar não é concordar em todas as ideias, mas admitir o valor do outro sem abrir mão da sua própria identidade.
Existe uma linha tênue entre respeito e submissão, e ela se chama equilíbrio. Gritar ordens pode até funcionar no curto prazo, mas quem inspira respeito de verdade é quem age com coerência. Um líder que valoriza o time conquista resultados bem melhores do que aquele que só impõe medo. Assim como no trabalho ou na roda de amigos, debater ideias com tranquilidade, e não com raiva, rende credibilidade. Respeito é via de mão dupla e ignorar isso é isolante, por mais que haja muita gente que esteja ao seu redor.
No fim das contas, respeito é escolha, não obrigação. Ele não se sustenta em discursos vazios ou posturas extremistas, mas em atitudes cotidianas e firmes. Em casa, no escritório, nas redes sociais, cada gesto fala por você, faça dessa escolha um princípio, não por imposição, mas por convicção.
Por Cyssu Pantaleão