O rádio é um dos maiores testes de resistência da mídia tradicional. Apesar de vivermos num mundo dominado por streaming e podcasts, o som que sai da caixinha ainda tem peso no cotidiano de muita gente. Pode ser no trânsito – dirigindo ou no ônibus – , durante uma caminhada, no trabalho ou relaxando em casa, a voz de um locutor ao fundo, a trilha musical ou, até mesmo a emoção de uma narração esportiva trazem uma pitada de companhia e conexão que poucas mídias oferecem.
Recentes levantamentos afirmam que cerca de 61% dos internautas brasileiros ainda ouvem rádio regularmente. Na zona urbana, a presença do rádio bate 56,5% dos lares. E não são só números: um levantamento de 2024 mostrou que o brasileiro passa, em média, 54 minutos por dia ouvindo rádio – mesmo com leve queda anual.

Além dos dados, ouvintes justificam esse apego com argumentos do dia a dia. No Reddit, um motorista de app compartilha:
“… ninguém tem tempo de ficar caçando playlist… o rádio está muito vivo!”
Outro usuário diz:
“O rádio parece que tem alguém na sala com você… uma sensação de comunidade.”
Esses depoimentos deixam claro por que, mesmo diante de uma avalanche digital, o rádio ainda tem espaço: é prático, imediato e gera conexão.
O rádio segue firme por alguns motivos: custo (quase) zero (basta ter um aparelho ou conectar via app), atualidade e conteúdo local — notícias, trânsito, esportes, novidades musicais — e uma presença confortável sem exigir esforço. Se você ainda não está na sintonia do rádio, vale experimentar: escolha uma estação, ouça durante o trajeto ou na rotina de trabalho, e sinta a diferença. A frequência pode ser surpreendente — e, quem sabe, trazer de volta aquele espaço sonoro que acompanha há gerações. E você, já sintonizou hoje?
Por Cyssu Pantaleão