A 1ª temporada do Justiceiro é o que espero da Marvel!

Capa Punisher

Vamos lá, quem já está na faixa dos 40 anos, que é o meu caso, teve uma infância absolutamente diferente daquela vivida após os anos 2000. Aliás, a virada do milênio era algo que nos assustava.

Naquela época, o que tínhamos como diversão era basicamente, a rua, alguns seriados de tv e os quadrinhos.

Quantas e quantas vezes eu, depois de conseguir alguns trocados, corria até a banca de jornal para comprar a HQ dos personagens que eu achava mais legais. E, quando digo, correr até a banca, não é uma hipérbole, era realmente uma corrida. Uma mistura de ansiedade por poder comprar, com a possibilidade de ainda encontrar o meu personagem preferido, além, é claro, de torcer para que minhas pernas fossem mais rápidas que a inflação, que nos anos 80, ultrapassava todos os limites possíveis.

Mas, para minha sorte, eu tinha uma grande vantagem sobre meus colegas de escola (que era o local mais perto de uma banca de revista que eu frequentei na infância), é que, ao contrário deles, eu não era muito fã do Homem-Aranha, ou do Capitão América, meu interesse não era pelos poderosos Thor ou Hulk. Eu não ficava esperando a próxima saga do Super Man. Por mais que eu gostasse muito dos personagens poderosos, principalmente os Lanternas Verdes Hal Jordan e John Stewart, eu sempre preferi heróis sem poderes. Tanto que meu primeiro boneco de super herói foi o do Arqueiro Verde!

Com isso, eu passei a ser alguém que ia até a banca para ler as revistinhas de 2 personagens específicos: O Batman e o Justiceiro.

Nem preciso dizer que, na maioria das vezes, eu chegava atrasado e não conseguia comprar as histórias do Batman, mas, a do Frank Castle… Essa, quando chegava na banca, era praticamente só minha!

Você, mais novo, deve estar se perguntando: Como assim, quando chegava?

Pois é, meu Nobre, é que nem sempre as revistas estavam disponíveis para compra. Muitas e muitas sagas foram interrompidas, iniciadas pela metade, ou contavam com apenas uma revista. Era o que tínhamos!

As histórias do Justiceiro, então, nem se fala. Acho que eu nunca consegui acompanhar uma saga completa. Mas, isso pouco importava pra gente. Quando a revista chegava, comprávamos.

Hoje, as coisas estão bem mais acessíveis, e a indústria do cinema sabe que minha geração é amante dos grandes (e também os não tão grandes assim) heróis das HQs. Foram muitos filmes e séries lançados nesses últimos 20 anos. Algumas obras primas que ficaram marcadas na história dos fãs.

Contudo, praticamente todas as histórias ousaram a alterar pontos importantes dos personagens. Alguns mudaram certas habilidades, outros mudaram a história de origem do personagem, outros mudaram o sexo do personagem. Por mais que eu saiba que uma coisa ou outra precisa ser adaptada, isso me incomoda um pouco.

Por isso eu digo que a 1ª temporada do Justiceiro é sensacional!

Conseguiram, mesmo com adaptações, deixar o Frank Castle na medida. Um homem cheio de traumas que e não quer ser conhecido por isso. Um personagem que transformou a dor em vingança e que age punindo os vilões com a mesa intensidade de sua saudade pela família.

O personagem apareceu e primeira vez na 2ª temporada da série O Demolidor (série bem legal, também) e, desde aquela aparição, já me obrigou a acompanhá-lo bem de perto.

Tanto em O Demolidor quanto na primeira temporada da série própria, o Justiceiro foi, acredito, o mais fiel possível em uma adaptação em vídeo. Muito melhor que os filmes que lançaram, na série, eles conseguiram me mostrar o que eu imaginava de Frank Castle na realidade.

O Justiceiro, mesmo não podendo ser colocado na galeria dos heróis, pra mim, é o melhor personagem da Marvel.

E, pra você, qual o maior?

Por Cyssu Pantaleão

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